O nome Quarup Editorial foi inspirado no livro Quarup , em homenagem ao seu autor, o jornalista, romancista, cronista e teatrólogo Antonio Callado, falecido em janeiro de 1997. |
A palavra quarup, que significa “expor ao sol”, refere-se a um ritual funerário das tribos do Xingu. Nesta cerimônia, os povos indígenas da região despedem-se definitivamente de uma pessoa a quem respeitavam muito e, ao mesmo tempo, preparam a alma do morto para sua nova vida na aldeia dos que morreram. A celebração pode durar muitos dias, pois compreende inúmeros ritos, um dos quais é o da escolha da tora de madeira (o quarup) que representará a pessoa morta e seu espírito. Na manhã do penúltimo dia, o tronco é enfeitado e fincado no centro da aldeia. Ao longo da tarde e de toda noite, enquanto os pajés cantam, as tribos pranteiam o morto. De acordo com a cultura destes povos, ao nascer do sol o espírito do morto se liberta do quarup e segue para sua nova morada. Assim, este momento marca o fim do período de luto e o começo da festa pelo renascimento, que é celebrada com disputas, cantos, danças, comidas e bebidas. No final da tarde, a tora de madeira é lançada ao rio e a homenagem termina. Depois do quarup, ninguém volta a chorar pelo morto. Ao contrário, ele é sempre lembrado com alegria, porque passou a viver no lugar destinado às pessoas boas e corajosas. |